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De longe vejo vir o turbilhão de coisas. Emboladas, empoeiradas, difíceis de decifrar. Quando batem em mim, me consomem feito cigarro aceso, lentamente. De dentro pra fora, exponho meus pelos de gato, engasgados com minhas meias verdades. De fora pra dentro absorvo todo o odor fétido das mentiras do mundo, e das minhas. Tenho decidido repetidas vezes ser normal, estar bem e feliz. Repetidas vezes tem funcionado também. Tenho dito a mim mesmo e ás pessoas que o mundo é bem assim, nos engole mesmo, nos deglute e vomita nossos ossos sem nenhum arrependimento. Eu demorei a aceitar isso, e preguei pra muitos que aceitassem. É, a gente é assim mesmo, de mudanças.  Ada Kiau ^^

Confusão Poética

Insisto em carregar fardos mais pesados do que meu corpo lânguido aguenta. Carrego-os, porque tomo para mim a responsabilidade deles.  Meus caminhos tortuosos me levam a destinos que já sei em que se configuram. Não consigo ter paz e destreza para resolver certas equações que a vida me lança.  Quero ter coragem, tenho onde buscá-la, mas algo me prende, amarra-me as mãos e ata-me a boca. Meus olhos estão turvos e as lágrimas se desesperam com vontade de cair. Meu dilema é um paradoxo ou um pleonasmo ou não é nada... É apenas um drama a que me recorro todos os dias para continuar vivendo. Ada Kiau