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Imaginação

Uma casa com quintal, um horta de orgânicos, uma rede na varanda. A sala de piso frio, com um tapete no meio, e almofadas para se deitar. A cozinha com fogão a lenha, e café bem quente no bule, Nós sentados a beira do fogo. O quarto com cortina de linho, a cama desarrumada, O sol entrando para purificar. Maldita seja minha imaginação, que me deixa sair por esses caminhos, e não se importa em me dizer a verdade depois. Ada Kiau

Café amargo

A manhã sobressaiu em meio à correria das pessoas que madrugavam.  Para onde iam, com suas cabeças baixas, seu ar de segurança dentro do carro?  Ela, acordou e abriu a janela e por um momento pôde ver positividade naquele instante.  Tomou um banho, pôs-se dentro de roupas confortáveis, pois o seu trabalho não exigia tanta formalidade.  Desceu as escadas do prédio, cumprimentou o porteiro e saiu. Ali se iniciava de verdade sua jornada no dia.  O café era algo que ela não abria mão e já há muito tempo escolhera um cantinho para sentar todas as manhãs e degustar do melhor elixir inventado pelo homem. No Petit Déjeuner, ela escolheu a mesma mesa, de frente para a rua. Gostava de ver as pessoas e penetrar anonimamente na vida delas. De repente, a hora mais importante do dia foi interrompida com um telefonema. Era ele do outro lado, vociferando palavras que ofendiam e cortavam lentamente o coração dela. Gerard não aceitava o término do relacionamento e cont...