
Na casa suja, chão molhado de talvez lágrimas, na bagunça do dia, do mês, do ano ela encontrou na caixinha de achados e perdidos, um AMOR.
Não foi um achado arqueológico, era um AMOR recente.
Sentou-se na poltrona, ao lado da janela que dava vista para as árvores da rua e pôs-se a pensar porque tinha jogado aquele AMOR fora.
Descobriu muitas coisas, inclusive que não tinha nenhuma lembrança do que viveu quando aquele sentimento habitava dentro dela.
Junto com o AMOR encontrou cartas, cartões, pequenices e bem lá no fundo, escondida atrás de todas as coisas, ela encontrou, límpida, uma lágrima.
Aí se lembrou de tudo e jogou o AMOR pela janela para que fosse levado pelo vento, para onde ela nunca mais pudesse ver.
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